"Ouví aí umas vezes duzentas o poeta Tonino Guerra citar o verso de um monje medieval: "É preciso ir além da banal perfeição." É isso mesmo: a perfeição pode ainda ser um caminho que trilhamos pela superfície ou constituir uma ilusão que nos impede de aceder ao verdadeiro e paradoxal estado da vida. Levamos tanto tempo até perder a mania das coisas perfeitas, até nos curarmos do impulso que nos exila no aparente conforto das idealizações, ou finalmente vencermos o vício de sobrepor à realidade um cortejo de falsas imagens."
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura(18/09/2011)
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