"Dentre nós, alguns psicanalistas costumam dizer que quando Pedro fala de João, fala mais de Pedro do que de João. Melhor dizendo: é frequente projetarmos sobre os outros o que não sabemos de nós mesmos. O orgulho e a frágil "segurança" entretanto de nossa racionalidade, não permite que vejamos com bons olhos a idéia de que muito do que somos foge a nossa consciência e portanto ao nosso domínio.
O apóstolo Paulo numa de suas mais belas epístolas, destinada aos Romanos, ele escreve: "...o bem que quero não faço e o mal que não quero, esse eu pratico..."
Fico pensando como a vida poderia ser mais tranquila se, entre outras coisas, fôssemos um pouco mais humildes diante de nós mesmos e como desdobramento, seríamos bem mais tolerantes com o próximo. Aceitando nossas contradições, nossa dificuldade de amar e se deixar amar, nossas falhas, nossa miserável condição, talvez julgássemos menos os outros e conseguíssemos ser mais generosos com nossa própria espécie."
Ana Mariza
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